[Arte da Sedução] Tipo 3 – Amante Ideal


A maioria das pessoas tem sonhos na juventude que o tempo se encarrega de ir frustrando e desgastando. Elas de decepcionam com os outros, com os acontecimentos, com a realidade, que não combinam com seus ideais de jovem.

Os Amantes Ideais se alimentam de sonhos frustrados que as pessoas acalentam como fantasias pelo resto da Vida.

Você deseja ardentemente um romance? Uma aventura? Uma comunhão espiritual sublime? O Amante Ideal reflete esta fantasia.

Ele, ou ela, é um artista ao criar a ilusão do que você precisa, idealizando o seu retrato. Num mundo de desencantos e mesquinharias, existe uma energia sedutora sem limites no caminho do Amante Ideal.

 

A simbologia usado para o Amante Ideal é o Retratista.

 

O IDEAL ROMÂNTICO

 

Numa noite, por volta de 1760, na Ópera da cidade de Colônia, uma bela e jovem mulher observava a platéia sentada de seu camarote.

Ao lado estava o marido, o burgomestre da cidade – um homem de meia idade e bastante amável, mas enfadonho.

Através do seu binóculo de teatro, a mulher viu um homem muito atraente e com uma roupa belíssima. Pelo visto, o olhar dela foi notado, pois depois da ópera o homem se apresentou: chamava-se Giovanni Giacomo Casanova.

O estranho beijou a mão da mulher. Ia a um baile na noite seguinte, disse-lhe ela; ele gostaria de ir?

“Se posso ter a ousadia de esperar que a senhora dançará apenas comigo”, respondeu Casanova.

 

 

Na noite seguinte, depois do baile, a mulher só pensava em Casanova. Ele parecia prever o que lhe passava pela cabeça – fora tão agradável, e no entanto tão ousado.

Dias depois, ela o convidadou para um jantar e, quando o marido se retirou para dormir, ela lhe mostrou a casa. No seu boudoir ela apontou para uma outra ala, uma capela, em frente à sua janela.

Inevitavelmente, como se tivesse lido os seus pensamentos, Casanova foi assistir à missa na capela no dia seguinte e, encontrando-a no teatro de noite, mencionou ter observado a existência de uma porta no local, que deveria dar para o quarto dela.

Ela riu e fingiu estar surpresa. Com a maior inocência, ele disse que encontraria um jeito de se esconder na capela no outro dia – e, quase sem pensar, ela sussurrou que se encontraria com ele ali depois que todos estivessem dormindo.

 

 

Assim, Casanova se escondeu no minúsculo confessionário da capela, esperando o dia inteiro até de noite.

Havia muitos ratos e ele não dispunha de nenhum lugar para se deitar; mas quando a mulher do burgomestre finalmente apareceu, tarde da noite, ele não reclamou e seguiu-a tranquilamente até o quarto.

Eles continuaram se encontrando. Ela passava o dia ansiosa para que a noite chegasse; finalmente, alguma coisa para dar sentido à sua Vida, uma aventura!

Ela lhe deixava comida, livros e velas para tornar mais agradáveis as longas e entediantes estadas na capela – não achava certo usar um santuário com aquela finalidade, mas isso só tornava o caso mais excitante.

Dias depois, entretanto, ela precisou viajar com o marido. Ao voltar, Casanova tinha desaparecido da cidade, tão rápido e elegantemente quanto surgira.

 

 

Anos depois, numa pequena cidade espanhola, uma jovem e bela moça chamada Ignazia estava saindo da igreja depois de se confessar.

Foi abordada por Casanova que a acompanhou até em casa, quando ele disse que adorava dançar fandango e a convidou para um baile na noite seguinte.

Ele era muito diferente das outras pessoas da cidade, que a deixavam tão entediada – ela ficou louca de vontade de ir. Os pais não concordaram com a combinação, mas ela convenceu sua mãe a acompanhá-la.

Depois de uma noite inesquecível dançando (e ele dançava o fandango extraordinariamente bem para um estrangeiro), Casanova confessou estar apaixonadíssimo pela moça.

Ela respondeu (muito triste, porém) que já tinha noivo. Casanova não insistiu, mas nos dias seguintes levou Ignazia a outros bailes e touradas.

Em uma dessas ocasiões, ele a apresentou a uma amiga sua, uma duquesa, que flertou com ele descaradamente; Ignazia ficou cheia de ciúmes. A essa altura, ela já estava apaixonadíssima por Casanova, mas o seu senso de dever e religião a proibia de pensar nessas coisas.

Finalmente, depois de muito tormento, Ignazia procurou Casanova.

“Meu confessor tentou me fazer prometer que nunca mais ficaria sozinha com você”, disse ela, “e como eu não pude fazer isso, ele me recusou a absolvição. É a primeira vez na Vida que isso me acontece. Eu me coloquei nas mãos de Deus.

“Enquanto você estiver aqui, estou decidida a fazer todas as suas vontades. Quando, para minha tristeza, você tiver deixado a Espanha, procurarei outro confessor. Meu interessa por você, afinal de contas, é apenas uma loucura passageira.”

 

 

O cultivo dos prazeres dos sentidos sempre foi o principal objetivo de minha Vida. Sabendo que eu era pessoalmente calculado para agradar o sexo frágil, sempre procurei me fazer agradável a ele.

(Casanova)

 

Casanova foi provavelmente o maior sedutor da história; poucas mulheres foram as que resistiram a ele.

Seu método era simples e eficaz: ao conhecer uma mulher, ele a estudava, concordava com seus caprichos, descobria o que faltava na sua Vida e lhe proporcionava isso. Ele se fazia de Amante Ideal.

A entediada mulher do burgomestre precisava de aventura e romance; ela queria alguém que sacrificasse o seu tempo e seu conforto para tê-la. Para Ignazia, faltava sofrimento e angústia. Sua Vida era muito tranquila; para se sentir viva, e ter algo real para confessar, ela precisava antes pecar.

Em cada caso, Casanova se adaptava aos ideais da mulher, realizava fantasias, preenchia espaços vazios estratégicos.

Depois que a vítima caía no feitiço, um pequeno ardil ou cálculo selava o romance (um dia entre os ratos, um encontro com outra mulher para despertar os ciúmes de Ignazia).

O Amante Ideal é raro no mundo moderno, pois o papel exige – mais que qualquer outro! – esforço. Você precisa se concentrar intensamente na outra pessoa, imaginar o que lhe falta, o que a está decepcionando.

As pessoas em geral revelam isso uma forma sutil: com gestos, tom de voz, uma expressão no olhar. Ao dar a impressão de ser o que lhes falta, você se encaixa no seu ideal.

 

 

Criar este efeito, claro, reque paciência e atenção aos detalhes.

Em geral as pessoas no mundo moderno estão envoltas de tal forma em seus próprios desejos, são tão impacientes, que não conseguem desempenhar o papel de Amante Ideal.

Deixe que isto seja uma fonte de infinitas oportunidades. Um oásis no deserto dos que só pensam em si mesmos; poucos conseguem resistir à tentação de seguir quem parece tão finado com seus desejos, tão interessado em realizar suas fantasias.

E, como acontecia com Casanova, a sua fama de pessoa que dá prazer o precederá e as suas seduções serão ainda mais fáceis.

 

O IDEAL DE BELEZA

 

Em 1730, quando Jeanne Poisson tinha apenas 9 anos de idade, uma vidente previu que ela seria amante do rei Luís XV.

A previsão era absurda porque Jeanne era de classe média, e era uma tradição de séculos a amante do rei ser escolhida entre a nobreza. Para piorar as coisas, o pai de Jeanne era um notório libertino e a mãe tinha sido uma cortesã.

Felizmente para Jeanne, um dos amantes da mãe era um homem de posses que gostou da menina bonitinha e financiou a sua educação.

Jeanne aprendeu a cavalgar com extraordinária perícia, a tocar o clavicórdio, a cantar, a representar e dançar; ela estudou literatura e história como se fosse um menino.

Para culminar, Jeanne era linda e tinha um charme e uma graça que a distinguiram desde cedo.

 

 

Em 1741, ela se casou com um homem possuidor de um título de nobreza sem muita importância.

Agora conhecida como madame d’Etioles, ela pôde realizar uma grande ambição: abrir um salão literário. Todos os grandes escritores e filósofos da época frequentavam o salão, muitos porque estavam apaixonados pela anfitriã.

Um destes era Voltaire, que se tornou um amigo pelo resto da Vida.

Com todo o seu sucesso, ela jamais esqueceu a previsão da vidente, e ainda acreditava que um dia ia conquistar o coração do rei.

Por acaso, uma das propriedades rurais de seu marido fazia limite com os campos de caça preferidos do rei Luís.

Ela o espionava pela cerca, ou encontrava um jeito de cruzar seu caminho, sempre quando estava trajando uma roupa elegante, mas atraente.

Não demorou muito e o rei lhe presenteava com partes da caçada. Quando o amante oficial morreu, em 1744, todas as beldades da corte passaram a competir entre si para ocupar o seu posto; mas o rei começou a passar cada vez mais tempo com madame d’Etioles, deslumbrado com seu charme e beleza.

Para espanto da corte, naquele mesmo ano ele fez daquela mulher de classe média a sua amante oficial, alçando-a à nobreza com o título de marquesa de Pompadour.

 

 

A necessidade de novidade que o rei sentia era notória: uma amante podia fasciná-lo com sua aparência, mas ele logo se cansava e procurava outra.

Quando se dissipou o choque da sua escolha por Jeanne Poisson, os cortesãos se tranquilizaram pensando que o caso não iria durar muito – que ele só a havia escolhido pela novidade de ter uma amante da classe média.

Mal sabiam eles que essa primeira sedução não seria a última que ela tinha em mente para o rei.

Com o tempo, as suas visitas à amante eram cada vez mais frequentes. Ao subir a escada camuflada que ia dos seus aposentos até os dela, no Palácio de Versalhes, o rei ficava tonto só de pensar nas delícias que o aguardavam lá em cima.

Primeiro, o quarto estava sempre aquecido e perfumado com essências deliciosas.

E havia as delícias visuais: madame de Pompadour usava sempre uma roupa diferente, elegante e surpreendente. Ela gostava de belos objetos – porcelanas finas, leques chineses, vasos de flores dourados -, e sempre que o rei a visitava havia alguma coisa nova e encantadora pra ver.

 

 

Seus modos eram sempre descontraídos; jamais na defensiva ou ressentidos. Tudo era prazer.

E havia também as conversas: antes ele não era capaz de conversar realmente com uma mulher, ou rir, mas a marquesa sabia falar muito bem sobre qualquer assunto, e ouvir sua voz era um prazer.

E, se não havia o que conversar, ela ia para o piano tocar uma música e cantar maravilhosamente bem. Se o rei parecia entediado e triste, madame de Pompadour sugeria algum projeto novo: talvez a construção de uma nova casa de campo, uma viagem a algum lugar que o rei gostava, encomendar uma peça exclusiva no teatro.

Aos poucos, um homem que só queria saber de caçar e jogar estava passando cada vez menos tempo com companheiros masculinos e se tornando um rei que valorizava o trato social e as artes.

Na verdade, Luís XV acabou por marcar toda uma era com um estilo estético que ficou conhecido pelo seu nome, rivalizando com aquele associado ao seu ilustre antecessor, Luís XIV. Tudo isso sob a influências de sua amante madame de Pompadour.

Vejam só, passaram-se anos e anos, e Luís não se cansara da amante.

De fato ele a fez duquesa, e o seu poder e influência estenderam-se da cultura para a política. Durante 20 anos, madame de Pompadour governou tanto a corte quanto o coração do rei, até sua morte em 1764, com 43 anos.

 

O amor traz à luz as qualidades mais nobre e cultas de um amante – seus traços raros e excepcionais: assim é provável se enganar quanto a sua personalidade normal.

(Friedrich Nietzsche)

 

Luís XV sofria de um forte complexo de inferioridade.

Sucessor de Luís XIV, o mais poderoso rei da história da França, ele tinha sido educado e treinado para ocupar o trono – mas quem conseguiria seguir os passos de seu antecessor?

 

Madame de Pompadour

 

No final, ele desistiu de tentar, dedicando-se em vez disso aos prazeres físicos, que acabaram por definir a maneira pela qual ele era visto; as pessoas ao redor sabiam que possível fazê-lo mudar de ideia apelando para os aspectos mais desprezíveis de sua personalidade.

Madame de Pompadour, gênio da sedução, percebeu que dentro de Luís XV havia um grande homem desejando ardentemente se revelar, e que a sua obsessão por mulheres bonitas e jovens indicava a falta de um tipo de beleza permanente.

O primeiro passo foi curar os seus constantes ataques de tédio.

É fácil os reis de sentirem entediados – afinal, tudo que querem lhes é dado, e raramente aprendem a se satisfazer com o que tem.

A marquesa de Pompadour cuidou disso acrescentando à Vida do rei todos os tipos de fantasias e criando um clima de constante suspense.

Ela possuía muitos talento e habilidades, e, tão importante quanto isso, ela os empregava com tamanha arte que o rei nunca descobria até onde eles poderiam chegar.

A sua série de amantes anteriores excitara apenas os desejos sensuais. Em madame de Pompadour ele encontrou uma mulher que o fez se sentir a grandeza dentro de si. As outras amantes poderiam facilmente serem substituídas, mas ele jamais encontraria outra madame de Pompadour.

 

 

As pessoas em geral se acreditam mais geniais interiormente do que o exterior que mostram ao mundo.

Estão cheias de ideais não realizados: podiam ser artistas, pensadores, líderes, figuras espirituais, mas o mundo as oprime, negando-lhes a chance de desenvolver os seus talentos.

Esta é a chave para a sedução – e para manter as pessoas seduzidas o tempo todo. O Amante Ideal sabe e tem o talento necessário para realizar esta mágica.

Apele apenas para o aspecto físico das pessoas, como fazem muitos sedutores inexperientes, e elas ficarão ressentidas com você por brincar com seus instintos mais básicos.

Por outro lado, invoque o que há de melhor nelas, um padrão mais alto de beleza, e elas nem perceberão que foram seduzidas. Faça-as se sentirem elevadas, espirituais, e o seu poder sobre elas será ilimitado.

 

CHAVES PARA A PERSONALIDADE

 

 

Todos temos dentro de nós um ideal, seja do que gostaríamos de ser, seja do que queremos que outra pessoa seja para nós.

Esse ideal vem da mais tenra idade – desde quando sentimos que faltava alguma coisa em nossa vida, que os outros não nos davam, que não podíamos dar a nós mesmos. Talvez nos tenham dado conforto demais, e queiramos perigo e rebeldia.

Se queremos o perigo, mas ele nos assusta, talvez procuremos alguém que pareça estar à vontade com ele. Ou quem sabe o nosso ideal seja mais elevado – desejamos ser mais criativos, nobres e gentis do que conseguimos ser.

Nosso ideal é algo que sentimos que está faltando dentro de nós.

Nosso ideal pode estar enterrado em frustrações, mas está lá, escondido, aguardando a centelha que o vai inflamar.

Se outra pessoa parece ter essa qualidade ideal, ou a habilidade para despertá-la em nós, ficamos apaixonados. Essa é a reação aos Amantes Ideais.

Sintonizados com o que está faltando dentro de você, com a fantasia que vai deixar você excitado, eles refletem o seu ideal – e você faz o resto, projetando neles os seus desejos e anseios mais profundos.

 

Um bom amante se comportará ao amanhecer com a mesma elegância de qualquer outra hora do dia.
Ele se ergue relutante da cama com uma expressão de desânimo no rosto. A dama insiste: “Vamos, meu amigo, está clareando. Não vai querer que o encontrem aqui.” Ele suspira fundo, como se dissesse que a noite não foi suficientemente longa e que é uma agonia partir. Uma vez de pé, ele não veste logo as calças. Pelo contrário, aproxima-se da dama e sussurra o que não chegou a ser dito durante a noite. Mesmo depois de vestido, ele ainda se demora, vagamente fingindo estar apertando o cinturão.
Dali a pouco ele ergue a gelosia e os dois amantes param juntos na porta lateral, enquanto ele lhe diz o quanto teme o dia que virá em seguida, que os manterá separados; então ele escapole. A dama o observa ir, e este momento de separação permanecerá entre as suas lembranças mais encantadoras. Na verdade, o apego a um homem depende em grande parte da sua elegância na despedida. Quando ele pula da cama, sai correndo pelo quarto, amarra depressa os cordões das calças, arregaça as mangas do seu casaco elegante, manto ou roupa de caça, enfia seus pertences no peito da túnica e depois, rapidamente, firma o cinturão externo – começa-se realmente a odiá-lo.

(“The Pillow Book of Sei Shonagon”)

 

Rodolfo Valentino foi a personificação do Amante Ideal na década de 1920, ou pelo menos a sua imagem criada pelo cinema.

Tudo que ele fazia – os presentes, as flores, o modo de dançar, de pegar na mão de uma mulher – demonstrava uma escrupulosa atenção aos detalhes, que mostrava o quanto ele estava pensando nela. A imagem era a de um homem que se demorava ao fazer a corte, transformando-a numa experiência estética.

 

Rodolfo Valentino 1921 – foto de James Abbe

 

Os homens odiavam Valentino, porque as mulheres agora esperavam que eles estivessem à altura do ideal de paciência e atenção que ele representava. No entanto, nada é mais sedutor do que a atenção paciente.

Faz o caso parecer elevado, estético, e não apenas sexo. O poder de um Valentino, hoje em dia especialmente, provém da dificuldade de encontrar gente assim.

 

 

A arte de representar o ideal de uma mulher está quase extinta – o que a torna ainda mais fascinante.

Se o amante cavalheiresco continua sendo o ideal para as mulheres, os homens com frequência idealizam a madona/prostituta, a mulher que combina sensualidade com um ar de espiritualidade ou inocência – não exatamente os homens idealizam uma Sereia porque a concorrência pode ser alta por um pouco de atenção dela (e, claro, conquistar atenção também demanda trabalho).

Se Amantes Ideais são mestres em seduzir as pessoas apelando para os seus melhores sentimentos, algo que ficou perdido na infância, os políticos podem se beneficiar aplicando essa habilidade numa escala de massa a todo um eleitorado.

Foi isso que John F. Kennedy fez intencionalmente com o povo americano.

Os políticos podem ganhar poder sedutor cavando o passado de um país, trazendo à tona imagens e ideais que foram abandonados ou reprimidos.

Eles só precisam do símbolo: não têm realmente que se preocupar em recriar a realidade por trás de si. Os bons sentimentos que despertam bastam para garantir uma reação positiva e uma vitória nas próximas eleições.

Lembre-se: a maioria das pessoas acredita ser interiormente melhor do que aparenta para o mundo.

Apele para esse interior escondido, para um padrão mais alto de beleza, e elas mal perceberão que foram seduzidas. Faça-as se sentirem elevadas, infladas, e seu poder sobre elas será ilimitado.

 

RISCOS

 

 

O maior perigo do papel do Amante Ideal é deixar a realidade se infiltrar.

Você está criando uma fantasia que implica uma idealização da sua própria personalidade. E esta é uma tarefa arriscada, pois você é humano e imperfeito.

Se suas falhas forem muito grandes ou intrusivas demais, elas explodirão a bolha que você encheu, e seu alvo o insultará.

Casanova enfrentava este risco, mas em geral conseguia vencê-lo encontrando um jeito de romper o relacionamento antes que a mulher percebesse que ele não era o que ela estava imaginando: ele achava uma desculpa para sair da cidade ou, melhor ainda, escolhia uma vítima que estava para partir em breve, e cuja consciência de que o caso teria Vida curta aumentava ainda mais a idealização.

Quando a realidade de intromete, a distância é quase sempre a solução.

Na política, os riscos são semelhantes. Anos depois da morte de Kennedy, uma série de revelações (seus constantes casos sexuais, seu excessivamente perigoso estilo malabarístico de diplomacia, etc.) desmentiu o mito que ele havia criado.

Sua imagem sobreviveu a esta mancha, talvez porque seu assassinato fez dele um mártir, reforçando o processo de idealização que ele já havia acionado.

Mas ele não é o único exemplo de Amante Ideal cuja atração sobrevive a revelações desagradáveis – políticos em geral usam e abusam desta artimanha.

Esses personagens liberam fantasias tão fortes, e existe uma fome tão grande de mitos e ideais que eles têm para vender, que costumam ser rapidamente perdoados.

De qualquer forma, é bom ser prudente e não deixar que as pessoas vislumbrem aspectos não tão ideais da sua personalidade.

 

Saiba mais sobre os outros Tipos Sedutores através dos endereços abaixo:

[Arte da Sedução] Tipo 1 – Sereia

[Arte da Sedução] Tipo 2 – Libertino

[Arte da Sedução] Tipo 4 – Dândi

[Arte da Sedução] Tipo 5 – Natural

[Arte da Sedução] Tipo 6 – Coquete


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *