[Arte da Sedução] Tipo 2 – Libertino


A mulher nunca se sente desejada e valorizada o bastante. Ela quer atenção, mas o homem em geral se mostra distraído, insensível e muito previsível em todos os sentidos.

O Libertino é a grande figura da fantasia feminina – quando ele deseja uma mulher, por mais breve que seja esse momento, o homem vai até o fim do mundo atrás dela.

Ele pode ser desleal, desonesto e amoral, mas tudo isso só o torna ainda mais atraente.

Ao contrário do homem normal, cauteloso, o Libertino é deliciosamente incontido, um escravo do seu amor pelas mulheres.

Existe ainda o fascínio da sua reputação: tantas mulheres sucumbiram a ele, deve haver um motivo. As palavras são o fraco das mulheres, e o Libertino é mestre na linguagem sedutora.

Desperte os desejos reprimidos de uma mulher adaptando o misto de risco e prazer de um Libertino.

 

O símbolo para o Tipo Sedutor Libertino é o Fogo.

 

O LIBERTINO ARDENTE

 

Para a corte de Luís XIV, os últimos anos de Vida do rei foram sombrios – ele estava velho e tinha se tornado insuportavelmente religioso e desagradável como pessoa.

A corte estava entediada e louca por novidades.

Assim, em 1710, a chegada de um rapaz de 15 anos, que era ao mesmo tempo diabolicamente bonito e charmoso, causou um efeito muito forte nas damas de toda a corte.

Seu nome era Fronsac, o futuro duque de Richelieu (seu tio-avô era o famigerado cardeal de Richelieu). Ele era insolente e espirituoso.

As mulheres da corte o tratavam como se fosse um brinquedo, mas ele retribuía beijando-as nos lábios, as mãos indo longe demais para um garoto inexperiente.

Quando estas mãos subiram por baixo das saias de uma duquesa que não era tão indulgente e tolerante, o rei ficou furioso, e mandou o jovem para a Bastilha a fim de lhe dar uma lição.

Contudo, as damas que o achavam tão interessante não conseguiram suportar sua ausência. Quando comparado com os homens normais da corte, ali estava alguém incrivelmente ousado, com um olhar penetrante, as mãos mais rápidas do que seria seguro admitir à época.

Nada o fazia parar – e as mulheres da corte assim preferiam -, a sua novidade era irresistível. Elas imploraram tanto que o rei acabou cedendo e a estada de Richelieu na Bastilha foi interrompida.

 

 

Alguns anos depois, uma certa jovem mademoiselle De Valois caminhava num parque de Paris com sua acompanhante, uma mulher mais velha que estava sempre a seu lado.

O pai de De Valois estava decidido a protegê-la, sua filha mais nova, de todos os sedutores da corte até o casamento; portanto, a havia grudado a uma acompanhante, mulher de virtude e azedume impecáveis.

No parque, entretanto,  De Valois viu um rapaz cujo olhar fez seu coração disparar. Ele seguiu em frente, mas o olhar que lhe deu foi intenso e claro.

Foi a acompanhante quem lhe disse o nome dele: o agora infame duque de Richelieu, blasfemador, sedutor, conquistador de corações.

Alguém que, às vistas do pai de mademoiselle, devia ser evitado a todo custo!

Dias depois, a acompanhante levou De Valois a um outro parque e, adivinhem só, lá estava Richelieu outra vez cruzando com elas. Agora devidamente disfarçado, vestido de mendigo, mas a expressão nos seus foi inesquecível.

Mademoiselle De Valois retribuiu o olhar: finalmente algo de excitante na sua Vida insípida. Por causa da rigidez do pai, nenhum homem ousava se aproximar dela.

E agora este notório cortejador a perseguia, e não a nenhuma das damas da corte – que emoção!!!


 

Meses depois, o pai de De Valois teve motivos para desconfiar de que Richelieu havia penetrado suas linhas de defesa. A acompanhante foi despedida e as precauções dobraram.

Só que o que o pai de mademoiselle não percebeu foi que para Richelieu essas medidas eram um desafio, ele vivia de desafios.

Ele comprou a casa vizinha com um nome falso e secretamente abriu uma porta na parede que dava para o armário de louças da cozinha de De Valois. Nesse armário, durante os meses seguintes – até esgotar a novidade – mademoiselle e Richelieu gozaram de intermináveis encontros.

 

 

Todos em Paris sabiam das aventuras de Richelieu, pois ele fazia questão de divulgá-las o mais ruidosamente possível. A cada semana uma nova história circulava pela corte…

Um marido tinha trancado a mulher num quarto do andar superior à noite, achando que o duque estava interessado nela; para alcança-la, o duque engatinhou no escuro por uma fina tábua suspensa entre duas janelas.

Duas mulheres que moravam na mesma casa, uma viúva e a outra casada e muito religiosa, haviam descoberto para seu mútuo horror e espanto que o duque estava tendo um caso com ambas ao mesmo tempo, deixando uma no meio da noite para estar com a outra.

Ano após ano, as histórias de suas notáveis seduções se espalhavam.

Uma mulher admirava a sua audácia e bravura; a outra, a sua galanteria ao enganar um marido.

As mulheres competiam por suas atenções: se ele não estava interessado em seduzi-las, havia algo errado com elas, imaginavam elas. Assim, ser o alvo de suas atenções tornou-se uma grande fantasia.

Em determinado momento, duas damas disputaram o duque num duelo à pistola, e uma delas saiu gravemente ferida.

A duquesa d’Orléans, mãe de mademoiselle De Valois, a mais ferrenha inimiga de Richelieu, certa vez escreveu:

 

Se seu acreditasse em bruxarias, chegaria a pensar que o duque Richelieu possui algum poder sobrenatural, pois jamais vi uma mulher opor qualquer tipo de resistência.

 

Na sedução existe quase sempre um dilema: para seduzir é necessário cálculo e planejamento, mas, se a vítima desconfiar de que você tem segundas intenções, ela ficará na defensiva.

Além do mais, se parecer que você é quem está no controle, vai inspirar medo, em vez de desejo. O Libertino Ardente resolve este dilema do modo mais ardiloso.

 

 

É claro que ele deve calcular e planejar – ele precisa encontrar um jeito de driblar o namorado que não dá espaço, o marido ciumento, pais super protetores, ou seja lá que obstáculo existir no seu caminho.

É um trabalho exaustivo. Mas, por natureza, o Libertino Ardente também tem a vantagem de uma libido incontrolável. Quando persegue uma mulher, ele está realmente vibrando de desejo; a vítima percebe isso e fica excitada, mesmo não querendo.

Como imaginar que ele é um sedutor impiedoso que a abandonará no final, se ele enfrenta todos os riscos e obstáculos para conseguir estar com ela?

E, mesmo que ela conheça o seu passado devasso, a sua incorrigível amoralidade, não importa, porque ela também vê a fraqueza dele.

Ela não consegue se controlar: ele, na verdade, é escravo de todas as mulheres. Como tal, não inspira temor.

O Libertino Ardente nos ensina uma lição: o desejo intenso exerce um poder desencaminhador sobre as mulheres, como a presença física da Sereia faz com os homens.

 

 

A mulher em geral é defensiva e capaz de perceber a falta de sinceridade ou os cálculos. Mas, quando se sente consumida por atenções, e está confiante de que um ele faz tudo por ela, não notará mais nada… ou encontrará, sozinha, um jeito e uma forma de perdoar as suas indiscrições.

 

Este é o disfarce perfeito para um sedutor.

 

A chave é não revelar nenhuma hesitação, abandonar todas as restrições, entregar-se, mostrar que não é capaz de se controlar e que é fundamentalmente fraco.

Não se preocupe em inspirar desconfiança: desde que você seja escravo dos seus encantos, ela não pensará nas consequências.

 

O LIBERTINO DEMONÍACO

 

No início da década de 1880, membros da alta sociedade romana começaram a falar de um jovem jornalista que acabara de entrar em cena, um certo Gabriele D’Annunzio.

 

Gabriele D’Annunzio

 

Isto era muito estranho, pois a realeza italiana tinha um profundo desprezo por quem não pertencesse ao seu círculo, e um cronista social que escrevia nos jornais estava quase no posto mais baixo que se podia ocupar.

Na verdade, os homens bem-nascidos não prestavam muita atenção a D’Annunzio. Ele não tinha dinheiro nem muitas relações, e provinha de um ambiente estritamente de classe média baixa.

Além do mais, eles o consideravam feiíssimo – baixo e troncudo, com a pele escura e manchada, os olhos esbugalhados acima do normal.

Os homens o achavam tão pouco atraente que de bom grado o deixavam conviver com suas esposas e filhas, certos de que elas estariam seguras com aquele gárgula e felizes por se livrarem daquele caçador de fofocas.

Não, não eram os homens que falavam bem de D’Annunzio: eram suas esposas.

Apresentadas a ele pelos maridos, as duquesas e marquesas começaram a receber em seus salões aquele homem de aparência estranha e que, quando se via sozinho com elas, tinha um comportamento bem diferente.

Em poucos minutos as damas estavam simplesmente fascinadas!

 

 

Primeiro, ele era dono da voz mais magnífica que já haviam escutado – doce e grave, cada sílaba articulada com um ritmo harmonioso e um inflexão quase musical. As mulheres diziam que sua voz tinha um efeito “hipnótico”.

D’Annunzio havia dominado a arte da adulação. Ele parecia conhecer o ponto fraco de cada mulher: a uma ele chamava de deusa, a outra, de incomparável exemplo de beleza, outra, de personagem de um romance.

O coração de uma mulher palpitava quando ele descrevia o efeito que ela causava. Tudo era sugestivo, insinuando sexo ou romance.

No dia seguinte, ele lhe mandava um poema que parecia ter sido escrito especialmente para ela. (Quando na verdade, ele escreveu dezenas de poemas muito parecidos, com pequenos ajustes de acordo com a vítima.)

Poucos anos depois de começar a trabalhar como cronista social, D’Annunzio casou-se com a filha do duque e da duquesa de Galesse.

Logo em seguida, com o inabalável apoio das damas da sociedade, ele começou a publicar romances e livros de poesia.

A quantidade de conquistas era notável, e também a qualidade – não só marquesas caíam a seus pés, mas grandes artistas, como a famosa atriz Eleanor Duse, que o ajudou a se transformar num dramaturgo respeitável e celebridade literária.

 

Atriz Eleanor Duse – Não, ela não é uma Sereia :/

 

A dançarina Isadora Duncan, outra que acabou fascinada por ele, explicou a sua magia: “Talvez o amante mais notável de nossa época seja Gabriele D’Annunzio. E isso não obstante ser baixo, careca e, exceto quando sua face se ilumina de entusiasmo, feio. Mas, ao falar de uma mulher que lhe agrada, seu rosto se transfigura de tal forma que, de repente, ele é um Apolo. Seu efeito sobre as mulheres é extraordinário. A dama com quem ele estiver falando de súbito se sente elevada de corpo e alma.”

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, D’Annunzio, então com 52 anos, alistou-se no exército. Embora sem experiência militar, ele possuía um talento para o drama e um intenso desejo de por à prova a sua bravura.

Quando a guerra terminou, ele era o herói mais condecorado de toda Itália (!).

Suas proezas na guerra fizeram dele um personagem nacional muito querido, e depois da guerra as multidões – assim como as duquesas e marquesas de anos atrás – se reuniam onde quer que ele estivesse na Itália.

Mais uma vez, era o som da voz e as conotações poéticas de suas palavras que seduziam… agora, as massas. D’Annunzio criava slogans para a platéia repetir, ou fazia perguntas carregadas de emoção para ela responder.

Ele lisonjeava as multidões, fazendo-as se sentirem participantes de um drama. Tudo era vago e sugestivo – como sempre fizera.

 

LIBERTINOS: SEDUZINDO MASSAS &MULHERES 

 

 

A sedução é um processo psicológico que transcende o conceito de sexo, exceto em uma área-chave em que cada um dos sexos tem os seus próprios pontos fracos.

O homem é tradicionalmente vulnerável ao visual. A Sereia capaz de criar a aparência física correta será uma grande sedutora.

No caso das mulheres, a fraqueza é a linguagem e as palavras; como escreveu uma das vítimas de D’Annunzio, uma famosa atriz francesa: “Como explicar suas conquistas a não ser pelo seu extraordinário poder verbal, e o timbre musical de sua voz, colocados a serviço de uma eloquência excepcional? Pois meu sexo é suscetível às palavras, enfeitiçado por elas, desejando ardentemente ser dominado por elas.

O Libertino é tão promíscuo com as palavras quanto o é com as mulheres. Ele escolhe as palavras pela capacidade de sugerir, insinuar, hipnotizar, elevar, contaminar, desviar.

As palavras do Libertino são o equivalente dos adornos físicos da Sereia: uma distração fortemente sensual.

O uso que o Libertino faz das palavras é demoníaco porque a intenção não é comunicar ou transmitir informações, mas persuadir, adular, provocar um tumulto emocional, da mesma forma como a serpente no jardim do Éden usou as palavras para tentar Eva.

 

 

O exemplo de D’Annunzio revela o elo entre o Libertino erótico que seduz mulheres, e o Libertino político, que seduz as massas.

Adapte a personalidade do Libertino e você descobrirá que o uso das palavras como um veneno sutil tem infinitas aplicações.

Lembre-se: o importante é a forma, não o conteúdo.

Quanto menos alvos se concentrarem no que você diz, e mais no que você os faz sentir, mais sedutor será seu efeito. Dê às suas palavras um toque sublime, espiritual, literário, para insinuar melhor o desejo em suas vítimas sem que elas percebam.

 

CHAVES PARA A PERSONALIDADE LIBERTINA

 

Em resumo, nada é mais doce do que triunfo sobre a Resistência de uma bela Pessoa; e nisso eu tenho a Ambição dos Conquistadores, que voam eternamente de Vitória em Vitória e nunca se convencem de colocar um freio nos seus Desejos. Nada pode conter a Impetuosidade dos meus Desejos; eu tenho um Coração em que a Terra cabe inteira; e, como Alexandre, eu poderia desejar Novos Mundos onde ampliar minhas Conquistas Amorosas.

Molière, “Dom Juan ou o Libertino”

 

De início, pode parecer estranho que um homem nitidamente desonesto, desleal e nem um pouco interessado no casamento possa ter algum encanto para as mulheres.

Mas ao longo de toda a história, em todas as culturas, este tipo tem causado um efeito fatal. O que o Libertino oferece é o que a sociedade normalmente proíbe às mulheres: um caso de amor só pelo prazer, um esbarrão excitante com o perigo.

A mulher em geral se sente profundamente oprimida pelo papel que esperam que ela represente.

Ela deve ser a força suave, civilizadora da sociedade, e desejar compromissos e fidelidade pelo resto da Vida. Mas quase sempre o casamento e os relacionamentos não lhe proporcionam romance e dedicação, mas sim rotina e um companheiro sempre distraído, previsível e apático.

É uma eterna fantasia feminina encontrar um homem que se entregue totalmente, que viva para ela, mesmo que seja por pouco tempo.

(Talvez ele tivesse conquistado milhares de mulheres antes de você, mas isso só o torna mais interessante; melhor ser abandonada do que não ser desejada por um homem assim.)

Os grandes sedutores não oferecem os prazeres amenos que sociedade tolera. Ele tocam no inconsciente das pessoas, naqueles desejos reprimidos que gritam por liberdade. Não pense que as mulheres são as criaturas doces que algumas pessoas gostariam que elas fossem.

Para representar o Libertino, o requisito mais óbvio é a capacidade de soltar, de atrair uma mulher para o tipo de momento puramente sensual em que passado e futuro não significam mais nada.

 

 

O desejo intenso tem o poder de distrair a mulher, assim como a presença da Sereia tem sobre o homem.

O Libertino jamais se preocupa com a resistência que uma mulher possa lhe fazer, ou com qualquer outro obstáculo no seu caminho – um marido, um namorado, uma barreira física ou qualquer outra coisa. A resistência é só um incentivo ao seu desejo, deixando-o ainda mais excitado.

Lembre-se: não havendo resistência ou obstáculos no seu caminho, você deve criá-los. Sem eles, a sedução não acontece.

No extremismo do Libertino existe uma noção de perigo, de tabu, talvez até um toque de crueldade.

Assim como um homem pode cair vítima da Sereia pelo desejo de se libertar da sua noção de responsabilidade masculina, a mulher pode sucumbir ao Libertino pelo desejo de se livrar das repressões da virtude e da decência.

Na verdade, é quase sempre a mulher mais virtuosa que se apaixona mais intensamente pelo Libertino. Como os homens, as mulheres se sentem profundamente atraídas pelo proibido, pelo perigoso e até mesmo pelo que é ligeiramente perverso.

Lembre-se sempre: ao bancar o Libertino, você deve transmitir uma sensação de risco e mistério, dando a entender à sua vítima que ela está ingressando em algo raro e excitante – uma chance de extravasar seus desejos obscuros.

Entre as qualidades mais sedutoras do Libertino está a sua capacidade de despertar nas mulheres o desejo de regenerá-lo. Você deve explorar essa tendência a fundo.

 

 

Quando apanhado em flagrante praticando a libertinagem, recorra a sua fraqueza – o seu desejo de mudar e a sua incapacidade de fazer isso. Com tantas mulheres aos seus pés, o que você pode fazer? A vítima é você. Você precisa de ajuda.

As mulheres saltarão para agarrar a oportunidade; elas são extraordinariamente indulgentes com o Libertino, porque ele é uma pessoa muito agradável, muito arrojada.

A vontade de reabilitá-lo disfarça a verdadeira natureza do desejo: a emoção secreta que obtêm dele.

Finalmente, o maior bem de um Libertino é a sua reputação. Nunca subestime a sua má fama nem pareça estar se desculpando por ela.

Pelo contrário, aceite-a, fortaleça-a ainda mais. É isso que atrai as mulheres até você.

Não deixe a sua reputação ao sabor do acaso ou das fofocas; ela é a sua obra-prima, e você deve criá-la, aprimorá-la e exibi-la com o cuidado de um artista.

 

RISCOS

 

Como a Sereia, o maior perigo para o Libertino são os indivíduos do seu próprio sexo, muito menos tolerantes do que as mulheres com relação às suas constantes perseguições aos rabos-de-saia.

Antigamente, o Libertino era quase sempre um aristocrata, e não importava quantas pessoas ele ofendesse ou até matasse: no final ele era perdoado.

Hoje, só os astros e os muitos ricos podem se passar por Libertinos impunemente, o resto precisa tomar cuidado.

Pode ser uma sugestão valiosa ir devagar quando maridos e namorados estiverem por perto, especialmente no início de uma carreira de libertinagem.

Mas o charme do Libertino – lembre-se! – é que ele não se preocupa muito com isso.

 

 

Você não pode ser um Libertino sendo temoroso e prudente demais, levar uns socos de vez em quando fazem parte do jogo.

Agora, o maior perigo para o Libertino não é o marido violento ofendido ou o namorado que é “esquentadinho” no momento errado; o real perigo são aqueles homens inseguros que se sentem ameaçados pela personalidade do Libertino.

Mesmo não admitindo isso, ele invejam a Vida de prazeres do Libertino e, como qualquer pessoa invejosa, atacam às escondidas, quase sempre disfarçando suas perseguições com lições de moral.

O Libertino pode ter sua carreira ameaçada por esses homens (ou por uma mulher que seja igualmente insegura e que se sinta magoada porque o Libertino não quer nada com ela).

Não há muita coisa que o Libertino possa fazer para evitar a inveja. Se todos tivessem tanto êxito na sedução, a sociedade não funcionaria.

Aceite, portanto, a inveja como uma insígnia de honra. Não seja ingênuo, preste atenção.

Quando atacado por um perseguidor moralista, não se deixe convencer: o motivo é inveja, pura e simples.

Você pode neutralizá-la sendo menos Libertino, pedindo perdão, dizendo que se corrigiu, mas isto vai arruinar sua reputação, fazendo-o parecer menos adoravelmente Libertino.

No final das contas, é melhor suportar os ataques e continuar seduzindo. A sedução é a sua fonte de poder, e você pode contar com a infinita indulgência das mulheres que seduzirá.

 

 

Saiba mais sobre os outros Tipos Sedutores através dos endereços abaixo:

[Arte da Sedução] Tipo 1 – Sereia

[Arte da Sedução] Tipo 3 – Amante Ideal

[Arte da Sedução] Tipo 4 – Dândi

[Arte da Sedução] Tipo 5 – Natural

[Arte da Sedução] Tipo 6 – Coquete


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